Meu discurso nunca é seco
Como um rio intermitente
Que só aparece com chuva
Meu discurso é sempre cheia
– não é mero rio afluente
que passa dia sim outro não –
Passando meio-dia na mente
De todos os vivos ou mortos
Ou de quem nem nasceu ainda
E também na dos semi-mortos.
Falo para os que não ouvem
Aquilo que às multidões
Profetas não querem falar.
Algum dia vou poder dizer
Sem que eu consiga ouvir
Dessa forma, o meu discurso
É devir e metalinguagem
Fora das grades que me prendem
– dá ênfase nos sentimentos
que ocorreram no pretérito.
14/04/07
[VINICIUS FALCÃO]
domingo, 26 de agosto de 2007
Um pouco de metalinguagem
Postado por Vinicius Falcão às 15:50 0 comentários
Lembranças de não-liberdade
Longe, a Liberdade contempla o Medo
De estar presa no tempo, quase estanque
Em Braços nefastos, Braços de sangue;
Assim Ela não pôde voar no mundo.
Esse sentimento fica um segundo
Numa dimensão sem tempo ou lugar
Sem a proteção do negro Luar
Que guardava seu mistério profundo
Esse sentimento, quase natimorto
Pára entre brumas esquizofrênicas
E contempla mentes oligofrênicas;
Esse sentimento, que foi sempre torto
Mora entre as brumas rutilantes
Fingindo ser mais que simples instantes
31/05/07
[VINICIUS FALCÃO]
Postado por Vinicius Falcão às 15:47 0 comentários
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Um pouco de metalinguagem
Meu discurso nunca é seco
Como um rio intermitente
Que só aparece com chuva
Meu discurso é sempre cheia
– não é mero rio afluente
que passa dia sim outro não –
Passando meio-dia na mente
De todos os vivos ou mortos
Ou de quem nem nasceu ainda
E também na dos semi-mortos.
Falo para os que não ouvem
Aquilo que às multidões
Profetas não querem falar.
Algum dia vou poder dizer
Sem que eu consiga ouvir
Dessa forma, o meu discurso
É devir e metalinguagem
Fora das grades que me prendem
– dá ênfase nos sentimentos
que ocorreram no pretérito.
14/04/07
[VINICIUS FALCÃO]
Postado por Vinicius Falcão às 08:49 0 comentários