domingo, 26 de agosto de 2007

Lembranças de não-liberdade

Longe, a Liberdade contempla o Medo
De estar presa no tempo, quase estanque
Em Braços nefastos, Braços de sangue;
Assim Ela não pôde voar no mundo.

Esse sentimento fica um segundo
Numa dimensão sem tempo ou lugar
Sem a proteção do negro Luar
Que guardava seu mistério profundo

Esse sentimento, quase natimorto
Pára entre brumas esquizofrênicas
E contempla mentes oligofrênicas;

Esse sentimento, que foi sempre torto
Mora entre as brumas rutilantes
Fingindo ser mais que simples instantes


31/05/07

[VINICIUS FALCÃO]

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