Meu discurso nunca é seco
Como um rio intermitente
Que só aparece com chuva
Meu discurso é sempre cheia
– não é mero rio afluente
que passa dia sim outro não –
Passando meio-dia na mente
De todos os vivos ou mortos
Ou de quem nem nasceu ainda
E também na dos semi-mortos.
Falo para os que não ouvem
Aquilo que às multidões
Profetas não querem falar.
Algum dia vou poder dizer
Sem que eu consiga ouvir
Dessa forma, o meu discurso
É devir e metalinguagem
Fora das grades que me prendem
– dá ênfase nos sentimentos
que ocorreram no pretérito.
14/04/07
[VINICIUS FALCÃO]
domingo, 26 de agosto de 2007
Um pouco de metalinguagem
Postado por Vinicius Falcão às 15:50
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